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Grupo Aliança firma posição e avalia ação judicial contra o tombamento do patrimônio de Bagé

Quinta-Feira, 24 de Setembro de 2026, 22:20h
ACIBa - Associação Comercial e Industrial de Bagé
ACIBa - Associação Comercial e Industrial de Bagé

O Grupo Aliança Bagé voltou a discutir, nesta semana, duas questões que vêm sendo acompanhadas pelas entidades que integram o movimento: o tombamento do patrimônio histórico e a regulamentação de vendedores ambulantes e carros-lanche.


Em relação ao patrimônio, o grupo aguarda uma agenda com o prefeito municipal e acompanha o andamento do inventário cultural, considerado fundamental para a discussão. Em reunião recente, a Prefeitura apresentou o levantamento, que já havia registrado 112 imóveis fotografados na primeira área de trabalho, próxima à Catedral, de um total de mais de 3 mil imóveis previstos.

As entidades defendem a atualização do inventário e a revisão da forma como as regras de preservação vêm sendo aplicadas, especialmente pelos impactos sobre proprietários, comerciantes, investidores e o desenvolvimento da região central.

 

Possibilidade de medida judicial

O advogado Heitor Gularte, representando a OAB, participou da reunião e está analisando a possibilidade de uma medida judicial relacionada ao processo de tombamento.


Segundo o Grupo Aliança, o processo apresenta lacunas e questões de ordem processual que precisam ser avaliadas. Antes de recorrer à Justiça, porém, a intenção é buscar o diálogo institucional.

O grupo decidiu aguardar o resultado das eleições estaduais para, a partir do início de novembro, procurar os novos responsáveis pela Secretaria da Cultura do Estado. A expectativa é apresentar as demandas de Bagé e discutir alternativas, incluindo a possibilidade de revisão ou flexibilização das regras atuais. Caso não haja avanços, uma ação judicial poderá ser considerada.

 

Camelôs também seguem na pauta

A regulamentação dos vendedores ambulantes e dos carros-lanche também permanece entre as prioridades do Grupo Aliança. O tema vem sendo discutido desde abril e voltou à pauta na reunião, mas ainda não há uma definição sobre os próximos encaminhamentos.


A intenção das entidades é manter o diálogo com o poder público em busca de soluções que conciliem a organização dos espaços urbanos, o comércio formal e a atividade dos trabalhadores.

 

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