>>> Dos 17 vereadores, sete compareceram às reuniões convocadas pelo Grupo Aliança Bagé
Representantes das principais entidades da classe produtiva de Bagé se reuniram esta semana com os vereadores da cidade, nas dependências da ACIBa, para discutir três assuntos prioritários que visam o desenvolvimento econômico e urbano do município: patrimônio histórico, carros de lanche e os vendedores ambulantes.
As reuniões foram convocadas pelo Grupo Aliança Bagé e ocorreram em dois momentos. Na terça-feira estiveram presentes os vereadores Ronaldo Hoesel, Andrea Gallina, Graziane Lara e Regina Goulart e na quinta-feira, compareceram os vereadores Lelinho Lopes, Dr. Leopoldo e Maurício Vargas.
Nos dois encontros participaram representantes das entidades que compõem o Grupo Aliança Bagé: Associação Comercial e Industrial de Bagé (ACIBa), Conselho Bageense da Mulher Empresária (Cobame), Núcleo de Engenheiros e Arquitetos de Bagé (NEAB), Associação de Turismo e Cultura de Bagé (Apatur), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas), Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção Bagé (OAB), Associação Bageense dos Agrônomos e Engenheiros (ABEA) e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA – Inspetoria Bagé).
Patrimônio Histórico
Houve consenso entre todas as entidades e vereadores presentes sobre a importância do tema. Em agosto de 2025, o Executivo se comprometeu a realizar o inventário dos mais de 3.500 imóveis da área tombada e do entorno da poligonal, com prazo final em 31 de janeiro de 2026, o que não foi cumprido. Em março, durante a reunião almoço “Ideias à Mesa”, o prefeito Luís Fernando Mainardi garantiu a contratação de quatro profissionais para executar o levantamento dos dados, que deve ser finalizado até o final do ano. Porém, Marlon Lameira, coordenador de Obras Privadas e Patrimônio, informou durante reunião realizada junto ao Grupo Aliança, na presença do Secretário de Cultura, Zeca Brito, da Secretária de Gestão e Planejamento, Julia Reschke e da procuradora-geral do município, Thirzá Centeno Pereira Zanetti, que são necessárias 10 pessoas para a execução do serviço. Durante o encontro foi mencionada outras possibilidades como firmar convênio da prefeitura com o NEAB ou viabilizar a contratação de uma empresa terceirizada, já que até o momento apenas 5% do serviço foi concluído. Uma nova reunião deverá ocorrer para ver o andamento da negociação.
Carros de lanche e ambulantes
Os vereadores da oposição e da posição concordam com a necessidade de organização e regulamentação do uso do espaço público. Assim como as entidades, eles sinalizaram por um ecossistema equilibrado, onde o comércio formal, os carros de lanche e os ambulantes possam coexistir sem concorrência desleal, priorizando o uso adequado do espaço público.
As entidades cobraram dos vereadores, um posicionamento construtivo e agregador, para que eles intercedam junto ao executivo, a construção de regras claras que permitam a convergência de soluções e tornem todo o ecossistema sustentável. Houve consenso entre os presentes sobre a necessidade de organização e busca conjunta por soluções.
Falta de diálogo e busca por soluções
Durante a reunião, os vereadores da oposição e da situação reforçaram a necessidade de maior comunicação entre o Legislativo e o Executivo já que muitas situações são conhecidas através da imprensa. Os presentes se comprometeram a atuar como ponte para que a Prefeitura apresente propostas viáveis.
“Os vereadores são representantes da população e precisam ouvir todos os lados. Esta reunião foi uma iniciativa do Grupo Aliança Bagé para aproximar as entidades e o Legislativo”, destacou o presidente da ACIBa, Leonardo Nocchi Macedo.
Ao final do encontro, as entidades aguardam da Prefeitura propostas concretas, especialmente a definição de um local adequado para os ambulantes e uma regulamentação justa para os carros de lanches, além do desdobramento para as questões do inventário dos imóveis.