O diretor do Daeb, Max Meinke, esteve na última terça-feira (17) na Associação Comercial e Industrial de Bagé (Aciba), atendendo a convite da diretoria, para esclarecer aos associados os motivos e impactos da revisão extraordinária da tarifa de água e esgoto, estimada em 33,9%, com previsão de vigência a partir de janeiro de 2026.
Durante a apresentação, Meinke expôs a situação financeira delicada do Daeb, marcada por déficits sucessivos, e apresentou um comparativo das tarifas praticadas em diferentes municípios gaúchos. Segundo ele, Bagé ainda possui uma das tarifas mais baixas do Estado: enquanto o consumo residencial de 10 m³ custa R$ 95,93 no município, em Pelotas o valor é de R$ 121,64, em Uruguaiana, R$ 153,20, e em Dom Pedrito, R$ 163,10.
A diretoria da Aciba manifestou preocupação com os reflexos econômicos da medida, especialmente para o comércio e a indústria local, que podem ter elevação nos custos operacionais. O presidente da entidade, Leonardo Nocchi Macedo, afirmou compreender a necessidade do reajuste diante do déficit acumulado e da falta de correções inflacionárias nos últimos anos, além da necessidade de novos investimentos. Contudo, defendeu que o aumento poderia ser aplicado de forma escalonada, em duas etapas, para mitigar o impacto sobre os consumidores.
Meinke ressaltou ainda que o município atingiu um limite financeiro crítico, e que também necessita fazer a implantação imediata da Tarifa Social de Água e Esgoto, prevista na Lei Federal nº 14.898/2024. O benefício garante desconto de 50% na conta para famílias de baixa renda, além da instalação gratuita para quem ainda não possui ligação de água.
“Em Bagé, cerca de 40% da população está enquadrada para receber o benefício”, informou o diretor.