A Aciba

Aciba defende os anseios da Classe Empresarial em favor do desenvolvimento da região

Em 1898, Bagé já contava com um comércio desenvolvido e progressista, em especial, porque a indústria saladerial se havia formado no município, dando trabalho a milhares de pessoas. Foi nesta época, com o comércio em pleno desenvolvimento, que surgiu a idéia da criação de uma associação para congregar os empresários da cidade para que, em conjunto, lutassem pelos seus interesses. E, assim, graças à iniciativa de poucos, mais de meia centena de comerciantes, surgiu a hoje prestigiosa e acatada centenária Associação Comercial e Industrial de Bagé, fundada em 13 de novembro de 1898 pelo empresário Emílio Guilayn, juntamente com um grupo de empresários.

Dentre as primeiras reivindicações feitas pela entidade, estava a que visava pelos interesses da pecuária. Guilayn encaminhou, em 24 de novembro de 1898, um ofício ao inspetor da Delegacia Fiscal nos seguintes termos: “O comércio local afetado em seus interesses, devido ao imposto cobrado de dez mil réis por cabeça de gado importado do Uruguai, solicita vossos bons ofícios, junto ao Ministério da Fazenda, para revogar dito imposto”.

De acordo com os primeiros estatutos da Aciba, podiam se associar todos os comerciantes, banqueiros e industriais que exerciam ou tinham exercido essas profissões, proprietários, capitalistas, agricultores, diretores e gerentes de casas comerciais, corretores, agentes de negócios, leiloeiros, empregados de primeira categoria de bancos, companhias e casas comerciais. A jóia era de 20 mil réis e a mensalidade de três mil réis, prometendo a diretoria, logo que tivesse os recursos necessários, criar uma escola de comércio.

Guilayn, espanhol radicado em Bagé, fundou a entidade na época em que a Metade Sul do Rio Grande produzia, nos bons tempos do final do século XIX, a maior parte da riqueza do Estado, tendo a vocação voltada para a pecuária e grandes latifúndios.

Fato marcante e de prestígio para a entidade foi à fundação da Federação das Associações Comerciais do Rio Grande do Sul (Federasul), em 28 de outubro de 1927, cuja primeira diretoria foi constituída exclusivamente por empresários bageenses, tendo como presidente o empresário José Gomes Filho.

A entidade possui, permanentemente, representações junto a Federasul. São diretores escolhidos e aprovados pela diretoria para representarem a comunidade empresarial em diversos assuntos de interesse do município e da região.

Ao longo desses anos, a Aciba sempre contou com o trabalho, a experiência e a dedicação das mais importantes lideranças locais e buscou, incansavelmente, defender os anseios da classe empresarial em favor do desenvolvimento da região.

Visão

Manter-se como um agente decisivo na comunidade e, até 2017, aproximar a classe empresarial e ser mais atrativa gerando valor ao associado.

Princípios e Valores

  • Ser a Casa do Empresário Incentivar o associado a buscar sua representatividade
    - defendendo e oferecendo soluções, unindo forças para ser referência na comunidade.
  • Ser fonte de informações
    - Qualificar e assessorar o empreendedor em suas demandas.
  • Ser ética
    - Ser integro,honesto e transparente.
  • Estimular o Empreendedorismo
    - Inspirar e ajudar pessoas e empresas a realizar.
  • Ser uma entidade apartidária
    - Decidir e agir SEMPRE de forma independente.

Missão

Defender os interesses da classe empresarial através de ações que promovam o desenvolvimento integrado e sustentável da sociedade de Bagé e região.

A história do Comércio em Bagé

O comércio em Bagé teve início, segundo o historiador Tarcísio Taborda, com a fixação das forças militares comandadas por Dom Diogo de Souza, que acamparam as margens do Arroio Bagé, no lugar denominado Passo do Príncipe.

Em 1827, por ocasião da invasão das forças castelhanas, comandadas por Alvear, existiam algumas casas de comércio da iniciada vila, entre elas um armazém muito sortido, que foi saqueado e depredado pelas forças invasoras. Mas a vila crescia a olhos vistos e, na Epopéia Farroupilha, já existia um comércio, tanto que, em 1834, o governo confiou a primeira agência postal ao negociante João Antônio Rosado, o qual, por espírito de colaboração, não cobrou os salários a que fazia jus. Veio depois a estrada de ferro e, com ela, o progresso.

A figura de Emílio Guilayn

Figura marcante na comunidade bageense, tendo contribuído para o desenvolvimento econômico do município, Emílio Guilayn atuou no comércio, na indústria, na pecuária e na política, onde foi eleito deputado estadual. Fundou a primeira casa bancária de Bagé, instalou a energia elétrica na cidade, adquiriu e modernizou o Moinho Bageense, organizou a Charqueada Santo Antônio e foi o primeiro presidente da Associação e Sindicato Rural de Bagé. Trouxe o primeiro automóvel que circulou na cidade, presidiu a Sociedade Espanhola, fez parte da direção da Santa Casa, da Loja Maçônica Amizade e do Guarani Futebol Clube. Teve ainda destacada atuação nos meios empresariais de Buenos Aires, na Argentina, onde fundou a organização Buxton Guilayn e Cia. Em Pelotas, instalou a usina elétrica, a rede de bondes elétricos e uma filial de sua empresa Argentina, que também teve sede em Bagé.

O logotipo da Aciba

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O logotipo da Aciba representa o caduceu e a engrenagem, símbolos, respectivamente, do comércio e da indústria.