Notícia

Entidades de classe se reúnem com o vice prefeito para traçar alternativas que evitem o fechamento do comércio em Bagé

26 de Fevereiro de 2021

Ao final da tarde da última quinta-feira (25), nas dependências da ACIBa, estiveram reunidos os presidentes das entidades de classe da cidade para avaliar o momento crítico que a cidade e o estado passam pela inclusão da bandeira preta no modelo de distanciamento controlado implementado pelo governo.
Na manhã desta sexta-feira (26), o encontro foi com o Vice Prefeito, Mário Mena Kalil onde os representantes da Associação Comercial e Industrial de Bagé (ACIBa), Associação de Jovens Empreendedores (AJE), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB Bagé), Núcleo dos Engenheiros e Arquitetos de Bagé (NEAB), Conselho Bageense da Mulher Empreendedora  (COBAME),  Inspetoria Regional de Saúde,  Delegacia Regional do Creci,  SINDARROZ RS, Associação e Sindicato Rural de Bagé, Delegacia do Secovi Zona Sul, Sindicato do Comércio Varejista de Bagé (Sindilojas) e Sindicato da Indústria da Alimentação de Bagé reforçaram que são veementemente contra o “fechamento total do comércio local”.
Os representantes das entidades entendem  não ser a medida necessária e prudente para o atual momento. Em documento eles encaminharam as razões pelas quais justificam essa afirmativa, apesar de respeitarem a atitude do RS e do município de Bagé, tendo em vista o momento crítico que estamos enfrentando.
"A economia vem sendo castigada e em especial o comércio foi gravemente atingido com os efeitos da crise causada pela pandemia. Consideramos que a classe produtiva nunca foi linha de contágio para a COVID 19, cumprindo sempre todos os protocolos sanitários necessários e exigidos. Contamos com plena consciência da classe empresarial, que vem respeitando as determinações legais no que se refere ao número de pessoas circulando, uso de máscaras, álcool gel e distanciamento social", argumentam.
As entidades acreditam que o maior problema não está ligado ao comércio, mas, sim as aglomerações que vem ocorrendo nas ruas, bares da cidade e nos encontros nas residências, por pessoas que não respeitam os decretos municipais e estaduais. "Repudiamos veementemente qualquer tipo de aglomeração. Por isso, sugerimos a ampliação dos horários de trabalho por parte das empresas, para melhor controle de atendimento nos estabelecimentos comerciais. Entendemos que, pela gravidade do momento, as aglomerações em vias públicas deverão ter fiscalizações mais rígidas e punitivas, através dos órgãos de vigilância e controle, conforme os decretos vigentes. Sabemos da importância do comércio e dos serviços como fonte geradora de emprego e renda, e não podemos novamente ser penalizados com nossas empresas de portas fechadas. Concordamos com as normas e decretos editados a nível Estadual e Municipal, pois compreendemos que o momento é extremamente crítico, intercedendo junto a nossa comunidade pela conscientização do distanciamento social e dos protocolos de saúde para romper o ciclo viral que se alastra", reforçam.
O encontro deixou evidente que as entidades reunidas são defensoras da vida, mas não creditam que o aumento dos casos de coronavírus no estado estejam ocorrendo devido às atividades comerciais, as quais, vem realizando uma série de treinamentos para tornar os ambientes de trabalho seguro, para melhor recepcionar clientes e colaboradores, buscando sempre a prevenção e contribuindo com o enfrentamento da pandemia.  "Neste momento, as ações preventivas são ainda mais relevantes para evitar a maior propagação da doença, contudo, entendemos ser de suma importância, atentarmos não somente as questões de saúde, mas também os impactos econômicos que sucessivas paralisações podem acarretar", salientam.
As entidades estão reunidas também para dar início  a campanhas conjuntas de conscientização da nossa população.

Galeria de Imagens


Outros posts recentes