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Sensibilização para implantação do Observatório Social em Bagé

28 de Junho de 2018

Sensibilização para implantação do Observatório Social em Bagé
A Presidente do Observatório Sócio de Erechim e Conselheira Fiscal do Observatório Social do Brasil, Belonice Fátima Sotoriva, esteve em Bagé, na segunda-feira, explicando  o que é o observatório social e quais os procedimentos para formalizá-lo.
A ação foi uma iniciativa da Universidade da Região da Campanha e do Conselho Regional de Contabilidade com apoio da Associação Comercial e Industrial de Bagé.  A palestra aconteceu no Teatrinho da Urcamp,  reunindo cerca de 100 participantes entre  representantes de várias entidades, universidades, empresários e acadêmicos de diversos cursos da Urcamp. Belonice iniciou deixando claro, que o Observatório Social fomenta o exercício da cidadania é democrático e apartidário,  e tem o objetivo de contribuir com a gestão pública, unindo frentes de trabalho, estimulando a eficiência e a qualidade na aplicação dos recursos públicos.
Belonice  explicou ainda que o Observatório Social atua como pessoa jurídica, primando pelo trabalho técnico, fazendo uso de uma metodologia de monitoramento das compras públicas em nível municipal, de modo a agir, preventivamente no controle social dos gastos públicos, entre outras frentes de trabalho. O Observatório tem sede em Curitiba e está presente em 130 cidades e 19 Estados,ele é responsável por disseminar a metodologia padronizada para o todo o Brasil,  promovendo capacitação e suporte técnico para a rede de observatórios. "Nos últimos quatro anos, contribuímos com a redução de 2 bilhões nos cofres públicos", ressalta.
"Cada um de nós, como cidadãos brasileiros, temos obrigação de fazer alguma coisa para melhorar o país.  Todos  nós podemos contribuir para a melhoria e eficácia da gestão publica municipal", enfatiza. 

Quem pode participar do Observatório?
Empresários, profissionais liberais, professores, estudantes, funcionários públicos, donas de casa e aposentados, todos devem se mobilizar em favor da sua cidade.
De acordo com a palestrante, o Observatório Social é mantido com recursos da própria comunidade. "Não recebemos recursos públicos, justamente para ter a independência, os participantes não podem ser filiados a nenhum partido", esclarece.
O Observatório deve reunir o maior número de entidades que representem a sociedade civil, como associações comerciais, OAB, conselhos profissionais, rotarys, lions clubes, maçonarias  e demais organizações não governamentais,  com o propósito de contribuir com a melhoria da gestão pública.
A palestrante sugere que a sociedade  se organize para montar o Observatório, e aconselhou montar um comitê para visitar as entidades existentes e fazer o convite. "Com 10 pessoas já é possível formar essa rede. É preciso ficar claro que não  tem nada de ilegal, não queremos ter atritos, nem inimizades, não há pessoalidade, isso tudo é para garantir a eficiência dos nossos recursos", conclui.
Para obter informações sobre o Observatório Social acesse  https://osbrasil.org.br/

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